quarta-feira, 29 de agosto de 2012

À espera do anjo.


Estou parada a exatos 30 minutos com a caneta sob o papel sem ter o que escrever. Toda essa felicidade que paira no ar, me envolveu e deixou-me completamente desatenta.
Sei sobre quem quero escrever, e isto não é nenhuma novidade, mas já não tenho palavras para descrever tal sentimento. Chegou no momento mais propício. Meu coração estava aberto e receptivo.
Nas últimas semanas, tenho contado as horas para estar ao teu lado, mas o tempo parece me ludibriar e regressar cada vez mais.
Maldita distância que nos separa... seria tão mais fácil se seus braços me alcançassem, se simplesmente com o olfato, eu sentisse seu cheiro e notasse sua presença. Não quero parecer pessimista. Estamos juntos e sinto que tudo ficará bem, assim como está.
Sem dúvidas meu pensamento te acompanha por todos os caminhos , e todo sorriso que me surge repentinamente são seus.
Todas as noites, a lua como em um gesto fraterno, nos une e me traz sua presença, confortando-me e proporcionando segurança a minha atordoada mente.
Acredito que agora só consigo me expressar com gestos, e logo você vai sentir meu abraço como um único pedido: “Fica comigo, pra sempre?” Estou à sua espera, meu bem. Não demore... esse coração aqui já não consegue ficar sem você.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Alcançavelmente possível

Acordei às 6;00 da manhã totalmente enfurecida e frustrada. Como meu despertador teve a coragem de furtar-me de um sonho tão lindo? Digo lindo em todos os aspectos: cenário, personagens, enredo...
Certa vez ouvi dizer que sonhos são momentos vividos pelo perispírito no plano espiritual.
Considerei uma boa definição e hoje acredito fielmente na mesma. Bom, se esta tese for realidade, vivi situações mágicas ao lado de uma pessoa especial e isto me deixou em um completo estado de equilíbrio emocional. Pensar no que está por vir me tem feito um bem imensurável e de alguma forma sinto necessidade de cativá-lo e acreditar que será possível. Como se já não me bastasse perder toda a minha linha de raciocínio ligando meu pensamento exclusivamente a outro, agora meu perispírito vive situações invejáveis ao lado do mesmo. Ai, sinceramente gostaria de tê-lo um pouco mais perto, mesmo que sem tocar, apenas para sentir a sintonia que nos permeia.
Já não sei o que escrever, perdi o senso de fato.
Interprete como quiser!

sábado, 11 de agosto de 2012

Violável acaso


Mais uma tarde cai, o véu da noite cobre por completo o céu de um invernoso domingo, o vento gélido me envolve e abruptamente me sinto arrepiada.Minhas pernas criam vida própria e tremem desenfreadamente. Pela janela, olho a rua completamente deserta e nada me prende a atenção. Não há outra saída a não ser aceitar, de forma revoltosa, a apatia que me cerca e praguejar mais uma vez sobre o destino. É... o tempo não têm sido um dos meus melhores amigos.
Coloco, de modo desajeitado, um casaco e caminho até a cozinha, me sirvo um café forte e ligo o som. Aproveito cada instante de solidão como se a mesma fosse minha única opção, proponho indecentemente uma valsa com o acaso e danço suavemente apurando cada passo que o mesmo ousa oferecer. Quão irônica é a vida... preencher o vazio com solidão  não me parece ser o ideal. De qualquer maneira, nada me custa tentar.Tentar, tentar, tentar... fiquei tonta por alguns segundos e logo me veio um fio de esperança.
Engraçado como certas expressões grudam no pensamento. Tentar até quando?
Não quero acreditar, aceitar e concordar com o destino. No momento quero proferir-me a dizer, gritar e esbravejar: VOCÊ ESTÁ ERRADO. Logo tudo vai passar e vou guardá-lo no fundo de um baú velho, aonde haja apenas esquecimento.
Voltei à realidade. Preciso cuidar dos meus afazeres, da minha vida, da minha lida, do meu coração.
Encontrar um ponto de referência, focar meus objetivos .
Me desculpe, é hora de calçar um sapato novo e descansar esses pés calejados.
Meu subconsciente diz em alto e bom som: “Levanta menina, não precisa ter medo... nada é por acaso”.
Acaso, como sempre o acaso. Espero que desta vez ele tenha me reservado algo bom.
Desligo o som, coloco a xícara na pia e me acomodo no sofá da sala. Silencio meus pensamentos e me permito acreditar que um dia será possível. Um dia.